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<channel><title><![CDATA[THIAGO MOTTA SAMPAIO - Personal Blog]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog]]></link><description><![CDATA[Personal Blog]]></description><pubDate>Thu, 07 May 2026 22:49:13 -0700</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Um inesperável 2016]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/um-inesperavel-2016]]></link><comments><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/um-inesperavel-2016#comments]]></comments><pubDate>Wed, 11 Jan 2017 15:58:12 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.thiagomotta.net/personal-blog/um-inesperavel-2016</guid><description><![CDATA[Ao longo de 2016 muitos disseram que 2016 foi um ano horr&iacute;vel e trai&ccedil;oeiro. Para mim, por outro lado, o segundo adjetivo seria bastante adequado, mas n&atilde;o o primeiro. Mas ser&aacute; que existe algum adjetivo que fosse comum a todas as situa&ccedil;&otilde;es?Para o Brasil, de fato o ano foi terr&iacute;vel. O ano come&ccedil;ou com um duro golpe na nossa j&aacute; n&atilde;o muito confi&aacute;vel democracia (n&atilde;o, eu n&atilde;o sou f&atilde; da Dilma nem do PT, mas is [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph">Ao longo de 2016 muitos disseram que 2016 foi um ano horr&iacute;vel e trai&ccedil;oeiro. Para mim, por outro lado, o segundo adjetivo seria bastante adequado, mas n&atilde;o o primeiro. Mas ser&aacute; que existe algum adjetivo que fosse comum a todas as situa&ccedil;&otilde;es?<br /><br />Para o Brasil, de fato o ano foi terr&iacute;vel. O ano come&ccedil;ou com um duro golpe na nossa j&aacute; n&atilde;o muito confi&aacute;vel democracia (n&atilde;o, eu n&atilde;o sou f&atilde; da Dilma nem do PT, mas isso n&atilde;o muda o fato!), e terminou com um acidente a&eacute;reo que teve o poder de fazer torcidas criminosas se unirem por alguns dias em luto. Para o mundo, tivemos a not&iacute;cia do Brexit e da elei&ccedil;&atilde;o de Trump nos EUA, que deve impulsionar o movimento de ultra direita na Alemanha e na Fran&ccedil;a. Quem se arriscar a fazer previs&otilde;es sobre a Europa no futuro pr&oacute;ximo pode ser internado desde j&aacute;.<br /><br />Para mim, por outro lado, o ano foi m&aacute;gico. Trai&ccedil;oeiro, como disse anteriormente, no sentido de que em 6 semanas perdi tr&ecirc;s pessoas muito pr&oacute;ximas. Mas ao mesmo tempo foi um ano de mudan&ccedil;as t&atilde;o grandes quanto as que est&atilde;o acontecendo no mundo.<br /><br />Em 2012, morando na Fran&ccedil;a, comentei que gostaria de voltar ao Rio de Janeiro somente em 2016, ao final do mandato do Eduardo Paespalho na prefeitura. Curiosamente, talvez prevendo o &ldquo;Estado Universal&rdquo;, 2016 me reservou a liberdade do Rio de Janeiro. Foi o ano que me mudei. Para quem raramente passa por S&atilde;o Paulo, &eacute; no m&iacute;nimo inesperada esta mudan&ccedil;a para Campinas. Inesperado ter uma casa na qual sou o &uacute;nico respons&aacute;vel pela organiza&ccedil;&atilde;o, podendo deixa-la &ldquo;do meu jeito&rdquo;. Inesperado o fim dos engarrafamentos de 3h para trajetos de 20 minutos, o que acabou me tirando o tempo utilizado para ouvir podcasts. Que bom! Assim eu me foco nos que realmente s&atilde;o relevantes. Liberdade da burocracia da UFRJ e a inesperada efici&ecirc;ncia nos tr&acirc;mites e dos funcion&aacute;rios da Unicamp que, tamb&eacute;m inesperadamente, me lembra demais os tempos de CEA-Saclay.&nbsp;<br /><br />Inesperadamente, eu que n&atilde;o me via com futuro nas ci&ecirc;ncias cognitivas no Brasil, me tornei professor de Psicolingu&iacute;stica da 2a melhor universidade da Am&eacute;rica Latina, o que tamb&eacute;m inesperadamente me levou de volta ao NeuroSpin, numa situa&ccedil;&atilde;o completamente diferente daquela de 3 anos atr&aacute;s. Inesperadamente j&aacute; tenho sala para meu pr&oacute;prio laborat&oacute;rio, tr&ecirc;s excelentes alunos, credenciamento na P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o e uma boa rela&ccedil;&atilde;o com a Fonoaudiologia e com o Comit&ecirc; de &Eacute;tica, conquistas que levariam anos se eu me mantivesse no Rio de Janeiro.&nbsp;<br /><br />Mais inesperado foram as consequ&ecirc;ncias de 2015. Ap&oacute;s ouvir (e de certa forma concordar) que eu poderia escrever minha tese de 398 p&aacute;ginas em menos de 100, com uma argumenta&ccedil;&atilde;o pol&ecirc;mica em rela&ccedil;&atilde;o a Lingu&iacute;stica, mas que incentiva a sua rela&ccedil;&atilde;o com a Psicologia Cognitiva, fui indicado pelo Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Lingu&iacute;stica da UFRJ para o Pr&ecirc;mio Capes de Tese 2016. A felicidade do reconhecimento interno durou alguns meses, at&eacute; se transformar em um reconhecimento nacional, sendo eleito o autor da melhor tese de Lingu&iacute;stica defendida em 2015 no pa&iacute;s. Sem d&uacute;vidas aquele garoto que entrou na gradua&ccedil;&atilde;o h&aacute; 13 anos atr&aacute;s n&atilde;o esperaria por tamanho reconhecimento. Sequer o rec&eacute;m contratado professor da Unicamp no in&iacute;cio do ano.&nbsp;<br /><br />Mas como 2016 ainda mant&eacute;m o t&iacute;tulo de trai&ccedil;oeiro, no momento em que me aproximaria de uma das paix&otilde;es da minha vida, resolveu tamb&eacute;m retir&aacute;-la do roteiro alguns meses antes. 2016 teve disso! A virtude de demonstrar o porqu&ecirc; de a felicidade n&atilde;o ser um sentimento, mas o resultado de uma rela&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o se pode ser feliz sem que aconte&ccedil;am coisas ruins. N&atilde;o se pode ser triste sem que aconte&ccedil;am coisas boas. A diferen&ccedil;a est&aacute; na propor&ccedil;&atilde;o. E a propor&ccedil;&atilde;o de 2016, ao menos pra mim, foi na medida exata para aumentar a auto estima sempre lembrando que a vida n&atilde;o &eacute; feita apenas de flores. E lembrar do que eu posso fazer e de onde eu posso chegar ao fazer o que gosto! E entender que chorar desta paix&atilde;o me fez sorrir ao lembrar o porqu&ecirc; de ela ser t&atilde;o especial, e de seus "sorrisos com a boca e com os olhos". E me fazer ver que esta &eacute; a melhor forma de levar a vida, e que eu posso leva-la assim.<br /><br />O Brasil tamb&eacute;m, embora no sentido contr&aacute;rio, precisar&aacute; aprender com 2016 para entender onde quer e onde pode chegar, e como pretende levar os seus pr&oacute;ximos anos. Os arrependidos brit&acirc;nicos tamb&eacute;m precisar&atilde;o aprender com o Brexit para entender seu poder de mudar o pa&iacute;s e suas consequ&ecirc;ncias. Os americanos precisar&atilde;o aprender com o Trump o caminho que querem seguir para daqui a 4 anos. S&oacute; espero mesmo &eacute; que Alemanha e Fran&ccedil;a tenham aprendido suficientemente com os dois pioneiros, e possam livrar este ano da mesma sensa&ccedil;&atilde;o que o mundo experienciou em 2016.<br /><br />Enfim, este foi um ano intenso! N&atilde;o melhor nem pior que os outros, apenas mais intenso em suas emo&ccedil;&otilde;es, alegrias e frustra&ccedil;&otilde;es. Enquanto uma m&atilde;o retira algumas felicidades, a outra os traz na mesma propor&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br /><br />2016, independente de tudo, foi um ano de realiza&ccedil;&atilde;o, um ano de transforma&ccedil;&atilde;o! Transforma&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o mudando o Brasil, que est&atilde;o mudando o mundo e, principalmente, que est&atilde;o ME mudando. E que continue mudando. Infelizmente, ao menos em rela&ccedil;&atilde;o ao Brasil e ao mundo, este caminho parece ser o pior poss&iacute;vel. Mas como dizia um amigo, as doen&ccedil;as s&oacute; melhoram depois de alcan&ccedil;ar o seu &aacute;pice! E &aacute;pice da minha vida p&oacute;s gradua&ccedil;&atilde;o passou um pouco antes do &aacute;pice da onda ultraconservadora que atingiu o Brasil e o mundo. Espero que, em breve, a sina se repita e esta doen&ccedil;a seja solucionada, que o Brasil e o mundo se tornem um lugar melhor pra viver, assim como Campinas tem sido um lugar melhor do que o Rio de Janeiro, ao menos pra mim.<br /><br />E feliz 2017 a todos!</div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Entrevista sobre doutorado sanduíche (2015)]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/entrevista-sobre-doutorado-sanduiche-em-2015]]></link><comments><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/entrevista-sobre-doutorado-sanduiche-em-2015#comments]]></comments><pubDate>Thu, 13 Aug 2015 02:06:58 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.thiagomotta.net/personal-blog/entrevista-sobre-doutorado-sanduiche-em-2015</guid><description><![CDATA[Este &eacute; o tipo de postagem que deveria ir para o blog acad&ecirc;mico. Mas como n&atilde;o &eacute; nada muito espec&iacute;fico e cont&eacute;m assuntos que considero importantes para o p&uacute;blico geral (al&eacute;m do fato de eu ainda n&atilde;o ter iniciado o blog acad&ecirc;mico), decidi posta-los no blog pessoal.&nbsp;Esta &eacute; uma entrevista que concedi a duas alunas do curso de Jornalismo na Universidade Cat&oacute;lica de Bras&iacute;lia. A ideia era conversarmos sobre o Pr [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;">Este &eacute; o tipo de postagem que deveria ir para o blog acad&ecirc;mico. Mas como n&atilde;o &eacute; nada muito espec&iacute;fico e cont&eacute;m assuntos que considero importantes para o p&uacute;blico geral (al&eacute;m do fato de eu ainda n&atilde;o ter iniciado o blog acad&ecirc;mico), decidi posta-los no blog pessoal.&nbsp;<br /><br />Esta &eacute; uma entrevista que concedi a duas alunas do curso de Jornalismo na Universidade Cat&oacute;lica de Bras&iacute;lia. A ideia era conversarmos sobre o Programa de Doutorado Sandu&iacute;che no Exterior, da CAPES, sobre a import&acirc;ncia das pesquisas cient&iacute;ficas para o pa&iacute;s e sobre os cortes nas bolsas do Programa.<br /><br />Seguem as perguntas que achei relevantes postar aqui e minhas respostas:</div>  <div><div style="height: 20px; overflow: hidden; width: 100%;"></div> <hr class="styled-hr" style="width:100%;"></hr> <div style="height: 20px; overflow: hidden; width: 100%;"></div></div>  <div class="paragraph" style="text-align:left;"><strong><span>Por que voc&ecirc; achou necess&aacute;rio viajar para completar sua pesquisa? Comente sobre sua experi&ecirc;ncia com o PDSE.</span></strong><br /><br /><span>Tenho forma&ccedil;&atilde;o em Lingu&iacute;stica enquanto Ci&ecirc;ncia Cognitiva, trabalhando com Psicolingu&iacute;stica e Neuroci&ecirc;ncia da Linguagem na UFRJ. Meu projeto prop&otilde;e uma hip&oacute;tese alternativa a um dos fen&ocirc;menos psicolingu&iacute;sticos descritos na literatura (coer&ccedil;&atilde;o aspectual), atrav&eacute;s de uma interface com a Percep&ccedil;&atilde;o do Tempo. O problema &eacute; que existem poucos laborat&oacute;rios que trabalham com Percep&ccedil;&atilde;o do Tempo no Brasil. Na &eacute;poca que parti para o Sandu&iacute;che eu n&atilde;o conhecia nenhum, embora eles j&aacute; existissem. Trabalhar no NeuroSpin em especial, facilitou enormemente minha pesquisa pois l&aacute; eu convivia com as discuss&otilde;es dos dois lados da interface linguagem-percep&ccedil;&atilde;o do tempo.</span><br /><br /><span>Mais al&eacute;m, a Psicolingu&iacute;stica &eacute; praticamente desconhecida no Brasil fora dos Programas de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Lingu&iacute;stica e em Antropologia. J&aacute; a Neuroci&ecirc;ncia da Linguagem n&atilde;o preciso nem comentar. A maioria das pessoas, quando escutam falar do assunto, pensam logo em Programa&ccedil;&atilde;o Neurolingu&iacute;stica (PNL) que n&atilde;o tem absolutamente nada a ver com Lingu&iacute;stica! A disciplina ainda &eacute; muito recente no pa&iacute;s. A primeira tese foi defendida em 2002 e o primeiro laborat&oacute;rio foi criado em 2006 na UFRJ, o ano que eu comecei minha inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Sou da primeira gera&ccedil;&atilde;o de IC e, agora, de doutores do laborat&oacute;rio. Grosso modo, no Brasil, a maioria das pessoas com quem posso discutir o assunto em detalhes s&atilde;o minha orientadora, meus colegas de laborat&oacute;rio e alguns cientistas que abrem espa&ccedil;o para a interdisciplinaridade nas Universidades do pa&iacute;s.</span><br /><br /><strong><span>Quais os ganhos (import&acirc;ncia) de sua pesquisa para o Brasil?</span></strong><br /><br /><span>Acho que &eacute; importante definir &ldquo;import&acirc;ncia para o Brasil&rdquo;. Normalmente, quando se ouve isso, prevalece uma esp&eacute;cie de senso comum em que o conhecimento deve trazer algum lucro ou ter aplicabilidade clara e imediata. Voc&ecirc;s podem at&eacute; ver isso na Engenharia, na Medicina etc. Mas a ci&ecirc;ncia em geral n&atilde;o &eacute; feita pra isso, elas s&atilde;o feitas para gerar conhecimentos que poder&atilde;o, no futuro quem sabe, ser aplicadas em setores que possuem interface com, digamos, o &lsquo;mundo real&rsquo;.</span><br /><br /><span>Por exemplo, voc&ecirc; vai ver a Engenharia utilizando conhecimentos da F&iacute;sica e da Neuroci&ecirc;ncia para criar aparelhos de resson&acirc;ncia magn&eacute;tica (MRI). Estes aparelhos voltam para as neuroci&ecirc;ncias para melhorar suas pesquisas. A Neuroci&ecirc;ncia, por sua vez, n&atilde;o apenas usa os produtos da engenharia, mas tamb&eacute;m vai fornecer conhecimentos para a Medicina que tamb&eacute;m far&aacute; uma aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica. Dependendo da pesquisa, a Neuroci&ecirc;ncia, a Educa&ccedil;&atilde;o, a Inform&aacute;tica e outros, tamb&eacute;m usam e fornecem conhecimentos da e para a Lingu&iacute;stica. A Neuroci&ecirc;ncia da Linguagem busca monitorar o funcionamento da linguagem no c&eacute;rebro. E assim, aos poucos, podemos compreender o que causa e como lidar com algumas disfun&ccedil;&otilde;es da linguagem como, por exemplo, a dislexia e dislalia. Mas antes de chegarmos a estas aplica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, existe um longo caminho a ser percorrido. E as aplica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o consequ&ecirc;ncias da compreens&atilde;o de um fen&ocirc;meno. N&atilde;o sabemos que podemos alcan&ccedil;&aacute;-las quando iniciamos uma pesquisa de base. </span><br /><br /><span>Se por import&acirc;ncia entendermos o ganho imediato para o pa&iacute;s, dependendo da &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, qualquer resposta al&eacute;m de &lsquo;n&atilde;o sei&rsquo;, muito provavelmente ser&aacute; mentira. Se entendermos por import&acirc;ncia o conhecimento adquirido pro Brasil, tamb&eacute;m seria no m&iacute;nimo ego&iacute;sta cit&aacute;-los uma vez que os ganhos s&atilde;o para a disciplina e para a ci&ecirc;ncia em geral. Por isso nossos trabalhos devem ser reproduzidos e discutidos nos quatro cantos do planeta antes de ser realmente aplicado. Se a aplica&ccedil;&atilde;o for descoberta primeiramente no Brasil, a&iacute; sim podemos falar em import&acirc;ncia para o pa&iacute;s. Mas para que isso aconte&ccedil;a, &eacute; preciso estar atento ao conhecimento. Por isso &eacute; importante que o conhecimento seja discutido e desenvolvido no Brasil. Criatividade para usar e aplicar o conhecimento n&oacute;s temos de sobra, mas n&atilde;o se faz omelete sem ovos.</span><br /><br /><strong><span>O que voc&ecirc; acha da suspens&atilde;o do programa para os novos candidatos? Acha uma perda para o pa&iacute;s?</span></strong><br /><br /><span>Esse &eacute; um assunto pol&ecirc;mico. Vejo muita gente reclamando da CAPES, do MEC, mas a ag&ecirc;ncia e o minist&eacute;rio s&atilde;o v&iacute;timas do corte que o Governo imp&ocirc;s a eles. As ag&ecirc;ncias n&atilde;o podem simplesmente enviar o aluno pro exterior e, no meio do est&aacute;gio, cortar a bolsa de todo mundo e mandar voltar por falta de verba. Meses antes da minha sa&iacute;da do Brasil, em 2012, muitos bolsistas reclamavam dos atrasos constantes no pagamento. Eu sa&iacute; com medo mas, felizmente, deu tudo certo e o pagamento das bolsas se estabilizou. Por outro lado sei que este problema pode arruinar os planos e sonhos de muitos bolsistas que j&aacute; tinham se programado para ir, e agora n&atilde;o ter&atilde;o tempo h&aacute;bil para adiar a viagem. &Eacute; uma quest&atilde;o complicada que precisa ser observada pelos dois lados para tentar n&atilde;o ser injusto com nenhum deles. Na irresponsabilidade com a pesquisa dos doutorandos, a CAPES mostra sua responsabilidade com a vida dos mesmos l&aacute; fora. Nesse ponto eu concordo com a CAPES, o que n&atilde;o significa que sou a favor dos cortes.</span><br /><br /><strong><span>Na sua opini&atilde;o, qual seria a melhor solu&ccedil;&atilde;o a ser tomada pelos estudantes? E pelo governo?</span></strong><br /><br /><span>Se quisermos reclamar e nos manifestar, isto deve ser feito para o Governo, n&atilde;o contra a CAPES. Talvez uma conversa com o ministro Renato Janine uma vez que ele j&aacute; mostrou dar ouvidos para a opini&atilde;o p&uacute;blica e tem algum di&aacute;logo com o Governo. N&atilde;o acredito que resolva, mas ao menos &eacute; uma press&atilde;o que acredito fazer mais efeito do que uma reclama&ccedil;&atilde;o contra a CAPES.</span><br /><br /><span>O problema &eacute; que entramos no novo ciclo. Infelizmente, as contas do Governo tamb&eacute;m sofreram bastante. Esta recess&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria frente &agrave; irresponsabilidade fiscal dos &uacute;ltimos quatro anos. Meu questionamento seria em cima das prioridades do Governo. N&atilde;o vou simplesmente dizer que o Governo n&atilde;o est&aacute; preocupado com a Educa&ccedil;&atilde;o e com a Ci&ecirc;ncia somente porque estes s&atilde;o os setores que mais afetam o atual momento da minha vida. N&atilde;o tenho minhas conclus&otilde;es sobre a situa&ccedil;&atilde;o dos outros setores e a redistribui&ccedil;&atilde;o de verbas. A &uacute;nica coisa que posso dizer &eacute; que o Governo, no m&iacute;nimo, deveria dar uma explica&ccedil;&atilde;o bastante clara e objetiva sobre a motiva&ccedil;&atilde;o dos cortes e o redirecionamento destas verbas. Da mesma forma que temos que prestar contas ao Governo sobre nossas bolsas, acho que eles deveriam prestar contas aos que foram de alguma forma prejudicados por estes cortes.</span><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Manobras políticas e o conceito de heroi]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/manobras-politicas-e-o-conceito-de-heroi]]></link><comments><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/manobras-politicas-e-o-conceito-de-heroi#comments]]></comments><pubDate>Sun, 05 Jul 2015 12:53:34 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.thiagomotta.net/personal-blog/manobras-politicas-e-o-conceito-de-heroi</guid><description><![CDATA[O grande problema da(s) manobra(s) do Eduardo Cunha n&atilde;o &eacute; nem a redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal ou o financiamento privado de campanha. Muita gente, que j&aacute; o considerava um her&oacute;i, ir&aacute; v&ecirc;-lo um verdadeiro m&aacute;rtir depois de tanta manifesta&ccedil;&atilde;o. E, caso ainda lembrem, v&atilde;o esquecer o passado e relevar o presente e o futuro desse indiv&iacute;duo.O povo ainda clama por um her&oacute;i, mesmo sem saber bem pra qu&ecirc;. Seri [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;">O grande problema da(s) manobra(s) do Eduardo Cunha n&atilde;o &eacute; nem a redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal ou o financiamento privado de campanha. Muita gente, que j&aacute; o considerava um her&oacute;i, ir&aacute; v&ecirc;-lo um verdadeiro m&aacute;rtir depois de tanta manifesta&ccedil;&atilde;o. E, caso ainda lembrem, v&atilde;o esquecer o passado e relevar o presente e o futuro desse indiv&iacute;duo.<span style=""><span style=""><span style=""><span style=""><br /></span></span><br />O povo ainda clama por um her&oacute;i, mesmo sem saber bem pra qu&ecirc;. Seria o A&eacute;cio. N&atilde;o deu certo. Agora est&atilde;o nomeando Eduardo Cunha como o novo her&oacute;i nacional. Eduardo Cunha! Aquele mesmo que age com &eacute;tica e punho firme pra conseguir passagens a&eacute;reas para os c&ocirc;njuges dos parlam</span></span><span style=""><span style=""><span style="">entares. Aquele mesmo que faz de tudo para anistiar a d&iacute;vida de 2bi dos invest..., digo, dos solid&aacute;rios doadores de sua campanha eleitoral, as seguradoras de planos de sa&uacute;de que te negam os atendimentos fundamentais pelos quais voc&ecirc; pagou! Isso tudo, exatamente no momento em que o pa&iacute;s est&aacute; em recess&atilde;o. Ainda bem que o inimigo p&uacute;blico n&uacute;mero 1, aquele que s&oacute; faz roubar nosso dinheiro e destruir a economia (n&atilde;o que eu discorde disso), vetou as medidas do nosso corajoso e dign&iacute;ssimo&nbsp;her&oacute;i.</span><br /><br /><span style="">Na minha humilde opini&atilde;o, Cunha t&aacute; pouco se lixando pra maioridade penal. Mas com tanta gente clamando pela redu&ccedil;&atilde;o, &eacute; a forma que ele encontrou para ganhar popularidade depois de tudo que v&ecirc;m acontecendo, e principalmente, diante dos poucos que acompanham um m&iacute;nimo da pol&iacute;tica do pa&iacute;s e se lembram do que ele j&aacute; tentou fazer, j&aacute; fez e ainda vai fazer daqui pra frente.</span></span></span><span style=""><span style=""><span style=""><br /></span></span></span><br /><span style=""><span style=""><span style="">E com isso &eacute; poss&iacute;vel redefinir o conceito de her&oacute;i, esquecendo o dicion&aacute;rio e observando o uso real do termo. Her&oacute;i &eacute; aquele que sofre oposi&ccedil;&atilde;o, independente de motivada ou n&atilde;o, para defender n&atilde;o aquilo que &eacute; certo, mas aquilo que eu acredito. Independente de eu ter pensado a respeito ou n&atilde;o! Independente de eu saber do que estou falando ou n&atilde;o! Afinal, "a verdade sou eu".</span></span></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[minha praia, minha tese]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/minha-praia-minha-tese]]></link><comments><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/minha-praia-minha-tese#comments]]></comments><pubDate>Sat, 07 Mar 2015 16:12:18 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.thiagomotta.net/personal-blog/minha-praia-minha-tese</guid><description><![CDATA[H&aacute; sete anos escuto o Prof. Luiz Bevilacqua comparar a ci&ecirc;ncia com o mar. E uma conversa de fim de ano com uma grande amiga surfista me fez perceber o quanto isso faz sentido.&nbsp;Quando sa&iacute;mos da praia para entrar numa onda, n&atilde;o devemos esperar a onda passar, nem torcer para que ela nos deixe em algum lugar mais tranquilo em algum momento. &Eacute; preciso aceitar o desafio e surfar a onda, fazer cada manobra pensando na pr&oacute;xima, mas principalmente, n&atilde;o [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;">H&aacute; sete anos escuto o Prof. Luiz Bevilacqua comparar a ci&ecirc;ncia com o mar. E uma conversa de fim de ano com uma grande amiga surfista me fez perceber o quanto isso faz sentido.&nbsp;<br /><br />Quando sa&iacute;mos da praia para entrar numa onda, n&atilde;o devemos esperar a onda passar, nem torcer para que ela nos deixe em algum lugar mais tranquilo em algum momento. &Eacute; preciso aceitar o desafio e surfar a onda, fazer cada manobra pensando na pr&oacute;xima, mas principalmente, n&atilde;o se preocupar com o lugar em que iremos parar no final da aventura.<br /><br />H&aacute; cinco anos, eu sa&iacute; da minha praia (Lingu&iacute;stica) e procurei a F&iacute;sica. De l&aacute; pra c&aacute; passei pela Psicologia, Antropologia, Biologia, Astrof&iacute;sica, Jornalismo, Fotografia e tantas outras ondas. H&aacute; dois, me vi completamente atordoado pelo Universo Observ&aacute;vel de informa&ccedil;&otilde;es &agrave;s quais tive acesso, apesar de todas estas ondas serem t&atilde;o distintas uma da outra. Some agora o fato de saber da exist&ecirc;ncia de um Universo (ainda)N&atilde;o-Observ&aacute;vel de temas e vari&aacute;veis que eu ainda n&atilde;o tinha acesso enquanto pos-graduando em Lingu&iacute;stica. Tudo isso me mostra que, apesar de todo esse caminho, eu ainda n&atilde;o sei quase nada.<br /><br />Hoje percebo que este abalo foi uma manobra mal feita de um surfista iniciante, uma onda mais forte com a qual ainda n&atilde;o estava acostumado. Uma onda necess&aacute;ria para mostrar que, apesar de distintas, todas as ondas pertencem ao mesmo mar. Que todas as ondas s&atilde;o formadas pelo mesmo vento. Que n&atilde;o existem todas as ondas: a onda &eacute; uma s&oacute;!<br /><br />Hoje finalizo a beta de um dos documentos mais importantes da minha vida. Importante n&atilde;o pelo que ela me traz, nem por marcar o fim de uma fase. &Eacute; importante por conter toda a loucura presente em meus &uacute;ltimos cinco anos. Importante por n&atilde;o ser a concretiza&ccedil;&atilde;o de um tabu, mas por ir contra ele. Tudo o que eu fiz pra viver, pra me divertir, pra passar o tempo. Todas as viagens, todas as brincadeiras, todos os mang&aacute;s e animes, todas as m&uacute;sicas. Todas as noites em claro e manh&atilde;s no escuro pra amenizar a experi&ecirc;ncia do calor do Rio. Tudo o que aquela crian&ccedil;a dos anos 90 sonhava ser quando crescer, todas as disciplinas que um dia me diverti em cursar e, em especial, todas as pessoas que passaram pelos &uacute;ltimos 31 anos de minha vida. Tudo est&aacute; devidamente representado neste documento.<br /><br />Por tudo isso eu tenho o prazer de dizer:<br />Minha tese n&atilde;o &eacute; algo que eu fiz.<br />Minha tese sou eu!</div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Ond(in)as da minha vida]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/ondinas-da-minha-vida]]></link><comments><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/ondinas-da-minha-vida#comments]]></comments><pubDate>Tue, 02 Dec 2014 16:14:21 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.thiagomotta.net/personal-blog/ondinas-da-minha-vida</guid><description><![CDATA[Quando pequeno, eu n&atilde;o entendia o sentido de ir &agrave; praia. Afinal, qual a raz&atilde;o de passar horas torrando no Sol do Rio de Janeiro, que nos queima todos os dias ad secula saeculorum? Apesar da incongru&ecirc;ncia l&oacute;gica, apenas passei a odi&aacute;-la l&aacute; para os meus 10 anos, quando me convenceram a ir em alguma praia da Zona Sul da qual n&atilde;o consigo lembrar. Apesar do calor, a princ&iacute;pio vi que era poss&iacute;vel se divertir com os conhecidos naquele [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;">Quando pequeno, eu n&atilde;o entendia o sentido de ir &agrave; praia. Afinal, qual a raz&atilde;o de passar horas torrando no Sol do Rio de Janeiro, que nos queima todos os dias ad secula saeculorum? Apesar da incongru&ecirc;ncia l&oacute;gica, apenas passei a odi&aacute;-la l&aacute; para os meus 10 anos, quando me convenceram a ir em alguma praia da Zona Sul da qual n&atilde;o consigo lembrar. Apesar do calor, a princ&iacute;pio vi que era poss&iacute;vel se divertir com os conhecidos naquele forno. Mas qual a gra&ccedil;a de ir na praia e n&atilde;o aproveitar a &aacute;gua? Eis que num determinado momento,&nbsp;<strong style="">uma onda um pouco maior</strong>&nbsp;por sorte n&atilde;o mudou minha vida ad eternum. N&atilde;o me perguntem o que aconteceu depois. Apenas passei a ter motivos para n&atilde;o gostar de praia, embora n&atilde;o lembrasse de muita coisa.<br /><br /><span style=""></span>Esta sensa&ccedil;&atilde;o mudou ligeiramente quando conheci finalmente uma praia bem longe do Rio. A primeira e mais marcante foi a praia de Tamba&uacute; em Jo&atilde;o Pessoa. Mesmo odiando praia, por algum motivo eu gostava de andar &agrave; sua borda. Mas como o canto da sereia, o mar me chamava. Aos poucos eu sa&iacute; da cal&ccedil;ada e caminhei pela areia... &nbsp;minutos depois j&aacute; estava na &aacute;gua, quentinha... em pouco tempo a &aacute;gua j&aacute; estava na minha cintura, at&eacute; que&nbsp;<strong style="">uma onda um pouco maior</strong>&nbsp;levou minha primeira c&acirc;mera fotogr&aacute;fica.<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>Muitos anos depois conheci Floripa. N&atilde;o h&aacute; como ir a esta Ilha e n&atilde;o gostar de suas praias. Mesmo meu hist&oacute;rico com o mar n&atilde;o era suficiente para eliminar aquele canto que me chamava com cada vez maior intensidade. Conheci melhor o mar, fiz as pazes com ele e ficamos bons amigos. Mais do que isso, o mar me apresentou &agrave;quela alma que sempre crescia quando eu chegava perto, a onda, que sa&iacute;ra da imensid&atilde;o do mar para a vida terrestre, e se apresentava pelo nome de Ondina!&nbsp;<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>Parece que desde os meus 10 anos, ela sempre me quis por perto, mesmo sem me conhecer. E eu, sempre a quis por perto ap&oacute;s a conhecer. Mesmo que por r&aacute;pidas duas semanas, aquela estadia em Florian&oacute;polis foi especial. E em grande parte, isto se deve a ela, a doce e carinhosa Ondina. Mas poucos meses depois,&nbsp;<strong style="">uma vida um pouco maior</strong>leva a Onda de volta pro mar.&nbsp;<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>Por um lado, esta grande Onda descansa de um mundo corrido e volta a viver no seu tranquilo e imenso mar. Por outro, deixa saudades, boas lembran&ccedil;as e a certeza de que, um dia, aquela crian&ccedil;a ir&aacute; desbravar o mesmo mar, e ambos poder&atilde;o novamente conversar sobre este mundo louco em que um dia viveram.<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A festa dos Sete (La fête du sept)]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/a-festa-dos-sete-la-fete-du-sept]]></link><comments><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/a-festa-dos-sete-la-fete-du-sept#comments]]></comments><pubDate>Wed, 09 Jul 2014 15:07:16 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.thiagomotta.net/personal-blog/a-festa-dos-sete-la-fete-du-sept</guid><description><![CDATA[15 de julho de 2013, madrugada p&oacute;s F&ecirc;te Nationale, eu e M&ocirc;nica caminhamos em busca de uma gare aberta para voltar para Alesia e para a Place d'Italie. Foi dif&iacute;cil, mas encontramos. Uma fila enorme que deixava as do Banco do Brasil no in&iacute;cio de m&ecirc;s com inveja. Controlando, havia um esquadr&atilde;o de choque que lembrava as recentes manifesta&ccedil;&otilde;es nas terras canarinhas.Paramos num bar pr&oacute;ximo, nele passamos o tempo e conversamos. Ao conve [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;">15 de julho de 2013, madrugada p&oacute;s F&ecirc;te Nationale, eu e M&ocirc;nica caminhamos em busca de uma gare aberta para voltar para Alesia e para a Place d'Italie. Foi dif&iacute;cil, mas encontramos. Uma fila enorme que deixava as do Banco do Brasil no in&iacute;cio de m&ecirc;s com inveja. Controlando, havia um esquadr&atilde;o de choque que lembrava as recentes manifesta&ccedil;&otilde;es nas terras canarinhas.<br /><br />Paramos num bar pr&oacute;ximo, nele passamos o tempo e conversamos. Ao conversar, uma fam&iacute;lia amante do futebol de Nanterre nos abordou, curiosos e maravilhados pela nossa conversa em portugu&ecirc;s. Sim, somos brasileiros! E iniciou-se o ritual de rever&ecirc;ncia ao nosso futebol, com muito mais devo&ccedil;&atilde;o do que o mais otimista dos brasileiros poderia imaginar. Neste ritual incluiam oferendas como o suco que recusamos.<br /><br />Infelizmente, pra ele, eu sou herege! Desde 2006 n&atilde;o consigo mais torcer pela sele&ccedil;&atilde;o e sequer sabia quem estava jogando com a camisa amarela da CBF. Ficava sabendo dos jogos em cima da hora. Nem mesmo as convoca&ccedil;&otilde;es de Jefferson me empolgavam. Ao ver esta rea&ccedil;&atilde;o inesperada, o pai franc&ecirc;s tenta mudar minha cabe&ccedil;a, me convencer de que o bando da sele&ccedil;&atilde;o brasileira p&oacute;s 2002 j&aacute; havia se tornado um time. Declaradamente, a devo&ccedil;&atilde;o pelo futebol brasileiro era muito maior do que a apenas simpatia com seus pr&oacute;prios companheiros de p&aacute;tria.<br /><br />Ao final, impressionado com a paix&atilde;o da fam&iacute;lia, passei a conversar sobre o "futebol brasileiro", o futebol que se joga dentro do territ&oacute;rio, em especial sobre Botafogo. E sim, eles conheciam o Botafogo, o Garrincha etc, apesar de n&atilde;o torcerem para nenhum clube brasileiro... at&eacute; ent&atilde;o.&nbsp;<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>Impressionado com o ritual de rever&ecirc;ncias e de oferendas, me sensibilizei com a paix&atilde;o que nem mesmo nas &eacute;pocas de ingenuidade eu, brasileiro, consegui um dia demonstrar pelo esporte. A oferenda partiu da minha parte agora. Como portava uma camisa retr&ocirc; por baixo da pele alvinegra de 2011, ofertei ao seu filho, agora botafoguense, a camisa SETE. SETE da import&acirc;ncia que ela tem para o clube, SETE de Garrincha, SETE de T&uacute;lio Maravilha e de muitos outros. Curiosamente, h&aacute; SETE dias para a data completar um ano, a equipe que os impressionou profundamente, tamb&eacute;m os frustrou na mesma propor&ccedil;&atilde;o com os SETE gols levados no SEXTO jogo do Brasil nesta Copa do Mundo.<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>O que nos reserva o s&eacute;timo?<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[zombies de ma patrie (zumbis da minha pátria)]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/zombies-de-ma-patrie-zumbis-da-minha-patria]]></link><comments><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/zombies-de-ma-patrie-zumbis-da-minha-patria#comments]]></comments><pubDate>Sun, 02 Mar 2014 11:30:46 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.thiagomotta.net/personal-blog/zombies-de-ma-patrie-zumbis-da-minha-patria</guid><description><![CDATA[Como me ensinou Suzana Herculano, "&Eacute; Batata!", ou quase. Desde setembro a pergunta ret&oacute;rica mais frequentemente direcionada a mim &eacute;: "O que voc&ecirc; mais sente falta da Fran&ccedil;a? O Frio n&eacute;!? Dif&iacute;cil voltar ao Rio de Janeiro depois de ter experienciado -17C". Minha resposta sempre foi um sonoro: "COM CERTEZA!", enquanto enxugava o suor que incomodava minha face s&oacute; em lembrar do boneco de neve e de meus passeios invernais na Floresta Encantada de Gi [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;">Como me ensinou Suzana Herculano, "&Eacute; Batata!", ou quase. Desde setembro a pergunta ret&oacute;rica mais frequentemente direcionada a mim &eacute;: "O que voc&ecirc; mais sente falta da Fran&ccedil;a? O Frio n&eacute;!? Dif&iacute;cil voltar ao Rio de Janeiro depois de ter experienciado -17C". Minha resposta sempre foi um sonoro: "COM CERTEZA!", enquanto enxugava o suor que incomodava minha face s&oacute; em lembrar do boneco de neve e de meus passeios invernais na Floresta Encantada de Gif-Chevry.<br /><br />Eis que num dia 03 de fevereiro a ficha cai. Poucos minutos ap&oacute;s a repeti&ccedil;&atilde;o do ritual, eu e os meus passamos pelo "corredor onde todos se encontram". L&aacute;, uma pessoa em especial estava diferente. Algu&eacute;m que talvez viesse falar comigo sequer olhou pra minha cara. Imediatamente me veio &agrave; cabe&ccedil;a uma novela na qual contracenei nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s dias e que acreditava j&aacute; t&ecirc;-la enterrado.<br /><br />Mais evid&ecirc;ncias do inevit&aacute;vel viriam a tarde. O f&oacute;ssil de uma lagartixa decorando o ar condicionado da sala seria o primeiro sinal. O "Segundo" veio com os bra&ccedil;os zumbis "vultuando" a janela do laborat&oacute;rio. Reles prel&uacute;dios para o que estava por vir.<br /><br />Ap&oacute;s presenciar algumas inje&ccedil;&otilde;es de gel eletrol&iacute;tico (essa parte era normal), eis que ressurge das cinzas aquela discuss&atilde;o, aquela cuja &uacute;ltima resposta escrevi cinco rascunhos para n&atilde;o dar margem aos "voc&ecirc; &eacute; muito grosso" ou a m&aacute;s interpreta&ccedil;&otilde;es. Assim como a Bennu, ela retorna mais forte e com sangue nos olhos. Assim como em Jurassic Park, o f&oacute;ssil virou lagartixa. Assim como em Resident Evil (falo do jogo) os vultos zumbis enfim se encontraram e iniciaram seu ataque. Por essa Olav&atilde;o n&atilde;o esperava: o mundo n&atilde;o ir&aacute; acabar num Golpe Comunista, mas num Apocalyse Zumbi.<br /><br />Zumbis aparecem e desaparecem o tempo todo, eles s&atilde;o basicamente mortos vivos que vagam por a&iacute; em busca do pr&oacute;ximo peda&ccedil;o de carne humana. S&atilde;o seres que atacam qualquer ato de humanidade reeditando um grande dilema: "usar sua &uacute;ltima bala para tentar explodir seus miolos e devolv&ecirc;-lo ao al&eacute;m, ou correr e ser morto pelos que est&atilde;o famintos mais a frente?".&nbsp;<br /><br />Eu que junto ao meio irm&atilde;o do Che, elaborava planos&hellip;. digo, hist&oacute;rias de zumbis cubanos que invadiam o CEA-Saclay em pleno inverno franc&ecirc;s. Eu que junto a uma sulafricana me divertia contando hist&oacute;rias de terror na Floresta Encantada de Chevry a -12C. Eu enfim encontrei algo que me faz mais falta que uma temperatura agrad&aacute;vel: um clima agrad&aacute;vel! Um clima para conversar, um clima para pensar junto, um clima para que todos os ainda humanos deste meu terceiro roteiro de terror, agora em terras tupiniquins, consigam pensar e agir um pouco melhor que os cubanos de "Juan de los Muertos" . Por&eacute;m, num pa&iacute;s que se divide entre rea&ccedil;as e rea&ccedil;as contra-rea&ccedil;as, dificilmente repetirei com sucesso as a&ccedil;&otilde;es de cada dia de um povo sofrido de guerra, que preza pela fraternidade, mesmo que a igualdade ainda esteja longe de se tornar realidade.<br /><br />Por fim, hoje a resposta foi corrigida com um sonoro: "N&Atilde;O!", enquanto enxugava os vest&iacute;gios de l&aacute;grimas que incomodavam a minha face, s&oacute; em lembrar do espantalho e de nossos &lsquo;passeios' de Limousine Carioca para o Fund&atilde;o. Mas desta vez me controlei, e ri! Ri de nostalgia. Afinal, estou de volta ao Brasil e este tipo de situa&ccedil;&atilde;o seguir&aacute; sendo a coisa mais comum do mundo. Enfim me sinto brasileiro, enfim me sinto carioca e orgulhoso de carregar a fama de alegre, gentil e solid&aacute;rio, como dizia a Renata de S&atilde;o Bernardo.<br /><br />De qualquer forma, hoje foi um excelente dia, um dos mais importantes da vida de dois amigos que est&atilde;o a prestes de se livrar da vida de doutorando. E dia 7 verei mais uma. Eu sigo na luta. Voc&ecirc; tamb&eacute;m. E a vida segue!<br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O que é vida e o que é sonho? Será que morri?]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/o-que-e-vida-e-o-que-e-sonho-sera-que-morri]]></link><comments><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/o-que-e-vida-e-o-que-e-sonho-sera-que-morri#comments]]></comments><pubDate>Wed, 05 Jun 2013 15:12:58 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.thiagomotta.net/personal-blog/o-que-e-vida-e-o-que-e-sonho-sera-que-morri</guid><description><![CDATA[Antigamente dizia-se que o cora&ccedil;&atilde;o era o respons&aacute;vel pela vida, ao impulsionar o sangue para o corpo. Por&eacute;m pacientes com morte cl&iacute;nica por parada card&iacute;aca podem ser salvos por certas t&eacute;cnicas de ressuscita&ccedil;&atilde;o (&Aacute;lvarez-Fern&aacute;ndez &amp; Gazmuri, 2008) como a utiliza&ccedil;&atilde;o de vasopressores (Casdorph, 1964) e desfibriladores (Zoll, 1956; Fornazier&nbsp;et al.&nbsp;2011). Alguns deles passam por&nbsp;Experi&ecirc; [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;">Antigamente dizia-se que o cora&ccedil;&atilde;o era o respons&aacute;vel pela vida, ao impulsionar o sangue para o corpo. Por&eacute;m pacientes com morte cl&iacute;nica por parada card&iacute;aca podem ser salvos por certas t&eacute;cnicas de ressuscita&ccedil;&atilde;o (&Aacute;lvarez-Fern&aacute;ndez &amp; Gazmuri, 2008) como a utiliza&ccedil;&atilde;o de vasopressores (Casdorph, 1964) e desfibriladores (Zoll, 1956; Fornazier&nbsp;<em style="">et al.</em>&nbsp;2011). Alguns deles passam por&nbsp;<em style="">Experi&ecirc;ncias de Quase Morte</em>&nbsp;(Souza, 2009 e in&uacute;meros outros) e relatam vis&otilde;es e experi&ecirc;ncias num outro mundo, contatos com divindades que os devolveram ao mundo mortal atrav&eacute;s de um t&uacute;nel pelo qual foram sugados do mundo dos mortos para completar sua miss&atilde;o na Terra. Por outro lado, n&atilde;o existem relatos m&eacute;dicos de EQM com morte cerebral, uma vez que nenhum paciente voltou para contar a hist&oacute;ria (Byrne et al. 1984; Donohoe&nbsp;<em style="">et al.</em>&nbsp;2003, mas leiam tamb&eacute;m Feldman et al 2000, Sperling 2004, numa curiosa e interessante discuss&atilde;o sobre o prolongamento da "vida" de gr&aacute;vidas com morte cerebral com o objetivo de salvar o beb&ecirc;).<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>Por&eacute;m hoje passei por uma experi&ecirc;ncia esquisita. J&aacute; &eacute; de conhecimento de alguns que eu sofro de paralisia do sono. Uma das caracter&iacute;sticas de alguns portadores deste atraso no &ldquo;arranque&rdquo; do c&oacute;rtex motor &eacute; o que chamam de sonho consciente, que eu jamais havia presenciado at&eacute; ent&atilde;o. Eis que hoje eu tive a consci&ecirc;ncia de estar deitado em minha cama esperando meu lobo frontal acordar, quando passo por uma &ldquo;EBS&rdquo; (Experi&ecirc;ncia Bem Singular).<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>Espero que meus amigos n&atilde;o se assustem, estou bem... embora continue o mesmo louco antissocial de sempre. Mas enfim, a sensa&ccedil;&atilde;o do sonho consciente (ao menos a minha) foi curiosamente semelhante aos relatos de proje&ccedil;&atilde;o astral dos pacientes que sobrevivem &agrave; morte cl&iacute;nica cardiovascular. E n&atilde;o para por a&iacute;! Ap&oacute;s um sonho relativamente ruim (mas suport&aacute;vel), a volta de minh&rsquo;alma ao meu corpo se deu atrav&eacute;s de um t&uacute;nel que me sugou do mundo de Dion&iacute;sio de volta ao studio para que eu pudesse me arrumar e ir ao trabalho. Neste t&uacute;nel, pelo menos nove meses da minha vida passou em quest&atilde;o de segundos diante dos meus olhos, um ano bastante estressante e sofrido que ainda est&aacute; por terminar ao final de agosto. E se voc&ecirc; ainda n&atilde;o ficou assustado com a situa&ccedil;&atilde;o, nesta viagem tuneal eu &ldquo;vi&rdquo; onde estava um creme para rosto que eu tinha perdido h&aacute; duas semanas e meia e jurava ter esquecido em Londres.<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>O &uacute;nico contra-argumento que n&atilde;o caiu por terra ainda &eacute; o fato de eu n&atilde;o ter encontrado nenhuma entidade divina do lado de l&aacute; que me dissesse: "Volta pra terra meu filho que n&atilde;o quero voc&ecirc; me enxendo a paci&ecirc;ncia n&atilde;o!". O que foi uma pena, pois desde moleque ainda sonho em me tornar um cavaleiro de Athena. Enfim, Paralisia do Sono e Experi&ecirc;ncias de Quase-Morte, romanticamente ou neurofisiologicamente, qualquer semelhan&ccedil;a n&atilde;o &eacute; pura coincid&ecirc;ncia.<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>E a pergunta que fica no final &eacute;:&nbsp;Porque os m&eacute;dicos n&atilde;o comparam relatos de EQM com o de pacientes com Catalepsia e outros dist&uacute;rbios do sono? Ser&aacute; que as experi&ecirc;ncias s&atilde;o id&ecirc;nticas? Ser&aacute; que s&atilde;o diferentes? Ser&aacute; que o sonho humano n&atilde;o possui algum tipo de padr&atilde;o que evitaria tratar as EQM como um fen&ocirc;meno t&atilde;o especial assim?<br /><span style=""></span><br /><span style=""></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Torcida a Distância]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/torcida-a-distancia]]></link><comments><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/torcida-a-distancia#comments]]></comments><pubDate>Sun, 10 Mar 2013 10:31:13 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.thiagomotta.net/personal-blog/torcida-a-distancia</guid><description><![CDATA[Por motivos de falta de tempo, meu terceiro texto vir&aacute; antes do primeiro. Eu n&atilde;o poderia deixar esta oportunidade passar, e hoje inicio minha segunda temporada\fun&ccedil;&atilde;o no Botafogo News com um tema que estava fora dos que eu havia preparado: &Eacute; CAMPE&Atilde;O!&nbsp;  Para n&atilde;o come&ccedil;ar o texto sem apresenta&ccedil;&otilde;es, farei um coment&aacute;rio r&aacute;pido sobre mim. At&eacute; meados de 2012 eu escrevia para o Botafogo News sobre o Futebol A [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;"><span "font-size:12.0pt;font-family:&quot;times="" roman&quot;;="" mso-fareast-font-family:&quot;times="" roman&quot;;mso-fareast-language:pt-br"="" style="">Por motivos de falta de tempo, meu terceiro texto vir&aacute; antes do primeiro. Eu n&atilde;o poderia deixar esta oportunidade passar, e hoje inicio minha segunda temporada\fun&ccedil;&atilde;o no Botafogo News com um tema que estava fora dos que eu havia preparado: &Eacute; CAMPE&Atilde;O!&nbsp;</span><br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>  <span "font-size:12.0pt;font-family:arial;mso-fareast-font-family:="" &quot;times="" roman&quot;;color:black;mso-fareast-language:pt-br"="" style="">Para n&atilde;o come&ccedil;ar o texto sem apresenta&ccedil;&otilde;es, farei um coment&aacute;rio r&aacute;pido sobre mim. At&eacute; meados de 2012 eu escrevia para o Botafogo News sobre o Futebol Americano do Botafogo que eu fotografava. Desde agosto fa&ccedil;o um est&aacute;gio pr&oacute;ximo &agrave; Paris e fui realocado para a fun&ccedil;&atilde;o de correspondente internacional do BN junto &agrave; Deborah Calazans que est&aacute; no Canad&aacute; (sem trocadilhos).</span><span "font-size:12.0pt;font-family:arial;mso-fareast-font-family:="" &quot;times="" roman&quot;;color:black;mso-fareast-language:pt-br"="" style="">&nbsp;</span><br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>  <span "font-size:12.0pt;font-family:arial;mso-fareast-font-family:="" &quot;times="" roman&quot;;color:black;mso-fareast-language:pt-br"="" style="">Esta &eacute; a primeira vez que acompanho uma final t&atilde;o longe do Botafogo. Confesso que com tanta coisa na cabe&ccedil;a, ao longo dos meses perdi bastante da vontade de acompanhar futebol todo fim de semana. Mas ao menos o Botafogo eu sempre acompanhei atrav&eacute;s das r&aacute;dios na internet e pelo twitter do Botafogo News. Mas este domingo foi especial! Foi quase completamente improdutivo no meu trabalho, passei o dia inteiro nervoso e sem concentra&ccedil;&atilde;o sem saber o porqu&ecirc;. E tudo o que parecia que iria dar errado no final acabou dando certo.</span><br /><br /><span style=""></span>  <span "font-size:12.0pt;font-family:arial;mso-fareast-font-family:="" &quot;times="" roman&quot;;color:black;mso-fareast-language:pt-br"="" style="">Pra come&ccedil;ar o dia iniciou com uma bela vit&oacute;ria do Chievo Verona (meu time na It&aacute;lia por motivos pessoais) sobre a Napoli por 2x0. Em geral, quando o Chievo joga muito o Botafogo n&atilde;o joga nada. E o Chievo que faz uma p&eacute;ssima campanha na Lega Calcio faz isso logo no dia da final da TG? Esta supersti&ccedil;&atilde;o me deixou bem nervoso. Quanto mais pr&oacute;ximo da hora do jogo, mais estranho eu me sentia e menos eu trabalhava. Depois de muito tempo liguei a TV para ver o jogo... com uma hora e meia de anteced&ecirc;ncia! Esse era o tempo que eu chegava adiantado ao Engenh&atilde;o quando precisava ler alguma antes da partida (caso algu&eacute;m lembre de um louco que ficava lendo na arquibancada at&eacute; a entrada dos times em campo).</span><span "font-size:12.0pt;font-family:arial;mso-fareast-font-family:="" &quot;times="" roman&quot;;color:black;mso-fareast-language:pt-br"="" style="">&nbsp;</span><br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>  <span "font-size:12.0pt;font-family:arial;mso-fareast-font-family:="" &quot;times="" roman&quot;;color:black;mso-fareast-language:pt-br"="" style="">Come&ccedil;a o jogo e o pr&eacute;dio calmo come&ccedil;a a se tornar agitado. Acho que nunca liguei a TV num volume t&atilde;o alto, acho que nunca gritei tanto num jogo depois dos assaltos contra Figueirense e Flamengo alguns anos atr&aacute;s. Acho que nem quando sa&iacute; correndo do cinema por dor de cotovelo eu devo ter ficado t&atilde;o mal falado quanto ontem... mas "tant pis"! Fazia tempo que n&atilde;o sentia esta emo&ccedil;&atilde;o, e sent&iacute;-la a mais de 3 mil km s&oacute; fez intensificar a emo&ccedil;&atilde;o. Emo&ccedil;&atilde;o que levou um balde de &aacute;gua fria no lance do gol do Vasco no 1o tempo.... mas como tudo estava dando certo o Cazalberto fez o favor de se enrolar e chutar pra fora. De volta ao jogo, Botafogo ataca, ataca e n&atilde;o chuta. Aqueles jogos com cara de que o Botafogo vai jogar como nunca e se ferrar por n&atilde;o matar o jogo (sentimentos de 99).</span><br /><br /><span style=""></span>  <span "font-size:12.0pt;font-family:arial;mso-fareast-font-family:="" &quot;times="" roman&quot;;color:black;mso-fareast-language:pt-br"="" style="">Metade do segundo tempo e seguimos sem vest&iacute;gio de atacante. O "homem bicicleta" n&atilde;o sabe pedalar na &aacute;gua pra pescar bacalhau. Vitinho entrou querendo levar a bola pra casa e nem reparei no Bruno Mendes que entrou mais no final. O Vasco come&ccedil;ou a gostar ada partida mas, como tudo que parecia ruim dava certo no final, o Botafogo mostrou que os melhores atacantes v&ecirc;m das laterais: depois de Julio Cesar contra o Fla, Lucas consegue, enfim vencer o goleiro e colocar a bola pra dentro. Em seguida vem outro banho de &aacute;gua fria com o gol do Vasco.... mas como tudo estava dando certo o gol foi corretamente anulado.</span><br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>  <span "font-size:12.0pt;font-family:arial;mso-fareast-font-family:="" &quot;times="" roman&quot;;color:black;mso-fareast-language:pt-br"="" style="">Quatro horas a frente, o jogo se aproximava do final quando a Fran&ccedil;a atravessava as 22h. A lei do sil&ecirc;ncio aqui &eacute; r&iacute;gida e eu tive que abaixar a TV e diminuir os berros... s&oacute; diminuir porque o jogo ficou cada vez mais tenso. Eu n&atilde;o podia gritar, ningu&eacute;m me entende por aqui e os vizinhos deviam achar que eu estava brigando com algu&eacute;m dentro de casa quando Vitinho segurou a bola e n&atilde;o tocou pro Bruno matar a partida. Mais a frente, nos segundos finais o Botafogo d&aacute; o susto de sempre recuando e a zaga olhando a bola ricochetear em todos dentro da &aacute;rea no &uacute;ltimo lance. Mas enfim chega o apito final mais esperado dos meus &uacute;ltimos 7 meses.</span><br /><span style=""></span><br /><span style=""></span>  <span "font-size:12.0pt;font-family:arial;mso-fareast-font-family:="" &quot;times="" roman&quot;;color:black;mso-fareast-language:pt-br"="" style="">A primeira ta&ccedil;a comemorada fora do pa&iacute;s e um trabalho intermin&aacute;vel acumulado. Depois de um &uacute;ltimo grito de desabafo pelo t&iacute;tulo e da &uacute;ltima colherada do pote de Nutella que acabou durante o jogo, consegui me concentrar e trabalhar... sigo atrasado, mas valeu a pena!</span><br /><span style=""></span></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Rio-Paris: Quanto custa um ingresso?]]></title><link><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/premier-message]]></link><comments><![CDATA[https://www.thiagomotta.net/personal-blog/premier-message#comments]]></comments><pubDate>Sun, 13 Jan 2013 15:26:48 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.thiagomotta.net/personal-blog/premier-message</guid><description><![CDATA[Texto escrito para o BotafogoNews no dia 13/01/2013-----Ao ser &lsquo;&lsquo;movido&rsquo;&rsquo; para o cargo de correspondente internacional do BotafogoNews me bateu uma grande d&uacute;vida: Quais temas eu poderia comentar? A verdade &eacute; que ap&oacute;s uma mudan&ccedil;a t&atilde;o radical, acompanhar o Botafogo ficou cada vez mais dif&iacute;cil durante os primeiros meses. Por outro lado, no velho continente tenho a experi&ecirc;ncia de conhecer o futebol e a organiza&ccedil;&atilde;o  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph" style="text-align:left;">Texto escrito para o BotafogoNews no dia 13/01/2013<br />-----<br />Ao ser &lsquo;&lsquo;movido&rsquo;&rsquo; para o cargo de correspondente internacional do BotafogoNews me bateu uma grande d&uacute;vida: Quais temas eu poderia comentar? A verdade &eacute; que ap&oacute;s uma mudan&ccedil;a t&atilde;o radical, acompanhar o Botafogo ficou cada vez mais dif&iacute;cil durante os primeiros meses. Por outro lado, no velho continente tenho a experi&ecirc;ncia de conhecer o futebol e a organiza&ccedil;&atilde;o dos clubes e est&aacute;dios considerados os mais modernos do mundo. Ent&atilde;o, depois de tanto escutar de jornalistas que o est&aacute;dio mais moderno do Brasil possui n&iacute;vel europeu, pensei em iniciar uma s&eacute;rie na qual irei compar&aacute;-lo aos est&aacute;dios do Velho Mundo.<br /><br />Nesta primeira parte por&eacute;m, farei apenas uma compara&ccedil;&atilde;o mais geral sobre o valor dos ingressos que economizar&aacute; leitura nas postagens seguintes. Em breve escreverei minhas impress&otilde;es sobre o Parc des Princes, o Stade de France e poss&iacute;veis outros est&aacute;dios que eu frequentar nesta minha estadia, sempre os comparando-os com o est&aacute;dio do Botafogo.<br /><br /><strong style="">PARC DES PRINCES</strong><br /><br />Acredito que o primeiro ponto a ser comentado aqui seja o pre&ccedil;o dos ingressos para entender um pouco a din&acirc;mica dos est&aacute;dios lotados que Maur&iacute;cio Assump&ccedil;&atilde;o sempre reclama mas, na minha humilde opini&atilde;o, n&atilde;o faz por onde. No Brasil os torcedores reclamam a todo momento do valor das entradas, e sabemos bem que este &eacute; um dos pontos cruciais para que os est&aacute;dios continuem vazios ao menos nas fases iniciais de qualquer competi&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Uma das facilidades de qualquer evento na Fran&ccedil;a &eacute; a possibilidade de comprar as entradas pela internet. Simplesmente N&Atilde;O H&Aacute; EVENTO SEM VENDAS PELA INTERNET (isso exclui o PSG x Barcelona que comentarei mais &agrave; frente). Apesar de o transporte parisiense te levar a qualquer ponto da cidade em quest&atilde;o de minutos a facilidade para comprar sem sair de casa &eacute; enorme. Outra facilidade no site do Paris em especial foi a possibilidade de pagar os ingressos via Paypal, o que diminui ainda mais o trabalho e o risco de procurar cart&otilde;es e dados para inserir num formul&aacute;rio eletr&ocirc;nico. No que se refere &agrave; venda pela internet n&atilde;o tenho o que reclamar do Botafogo pois, ao menos at&eacute; a minha sa&iacute;da do pa&iacute;s, n&atilde;o havia complica&ccedil;&atilde;o para comprar ingressos atrav&eacute;s do site oficial. A minha &uacute;nica reclama&ccedil;&atilde;o foi o largo per&iacute;odo em que meias entradas deixaram de ser comercializadas atrav&eacute;s da rede, obrigando alguns torcedores a comprar inteira ou a enfrentar o p&eacute;ssimo transporte carioca mais fila para obter uma entrada em jogos de muita procura.<br /><br />No que diz respeito ao pre&ccedil;o, o ingresso mais barato custou 40 euros. Somado ao fato de eu pagar via Paypal, que n&atilde;o me permitiu inserir um cart&atilde;o internacional na mesma conta, este valor foi convertido para reais + imposto por compra no exterior. N&atilde;o me lembro ao certo, mas o total saiu por volta de 130 reais para ver um jogo contra uma equipe pequena, o que costuma ser ligeiramente mais barato. Em resumo: caro pra cacete! Mas o que faz essa galera esgotar os ingressos independente do jogo por aqui?<br /><br />O primeiro ponto &eacute; que embora eu tenha realizado o pagamento em reais no cart&atilde;o de cr&eacute;dito brasileiro, eu ganho em euro. Uma coisa &eacute; passar as f&eacute;rias na Europa tendo convertido todas as suas economias em poucos euros, outra &eacute; ser residente e receber em euros. Neste caso, poder&iacute;amos dizer que os pre&ccedil;os dos ingressos s&atilde;o bastante parecidos com os do Brasil se considerarmos 1 euro na Fran&ccedil;a = 1 real no Brasil. Por&eacute;m outro fator determinante nesta compara&ccedil;&atilde;o &eacute; que o sal&aacute;rio m&iacute;nimo franc&ecirc;s &eacute; 1300 euros. Olhando agora para o m&iacute;nimo de cerca de 600 reais no Brasil, o excesso de impostos sobre produtos do dia a dia e ainda considerando que muitas fam&iacute;lias vivem com fra&ccedil;&otilde;es deste valor (o que tamb&eacute;m n&atilde;o deixa de ser verdade na Fran&ccedil;a, mas em n&uacute;mero muito menor e com um teto muito maior no sal&aacute;rio), a coisa fica ainda mais feia. Est&aacute; certo que Paris &eacute; sim uma das cidades mais caras do mundo*, mas com um pouco de boa vontade e sem extravag&acirc;ncias &eacute; poss&iacute;vel viver num lugar bom e tranquilo da cidade com um sal&aacute;rio m&iacute;nimo. Sem contar que os pre&ccedil;os de alugu&eacute;is e mesmo de supermercado cai consideravelmente nas bordas e nas cidades sat&eacute;lites que tamb&eacute;m s&atilde;o muito bem cobertas pelo metro.<br /><br /><strong style="">STADE DE FRANCE</strong><br /><br />Pulando para Saint-Dennis, mas valendo tamb&eacute;m para jogos de qualquer clube franc&ecirc;s. No est&aacute;dio da final da Copa de 98, o Stade de France, eu assisti Fran&ccedil;a x Alemanha (amistoso) h&aacute; um m&ecirc;s e irei ao Fran&ccedil;a x Espanha amanh&atilde; (26/03) pelas eliminat&oacute;rias da Copa. O ingresso para estes dois jogos mais Fran&ccedil;a x Ge&oacute;rgia que eu n&atilde;o pude ir (e que ningu&eacute;m aceitou meu ingresso que ofereci gratuitamente), custou 90 euros.&nbsp;<br /><br />N&atilde;o &eacute; que os jogos internacionais sejam mais baratos que os da Liga. Um dos trunfos para vender ingressos &eacute; a venda em pacotes. Se o time ter&aacute; um jogo de grande porte nas pr&oacute;ximas semanas, mas o jogo de amanh&atilde; n&atilde;o tem a m&iacute;nima import&acirc;ncia para o torcedor, a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; vender os ingressos que sobraram a um pre&ccedil;o menor, mas em conjunto com o do jogo mais importante. Assim o torcedor que vai comprar o ingresso acaba comprando para ambos os jogos aproveitando o desconto, e os dois lados saem ganhando. Se voc&ecirc; gosta de futebol assiste dois jogos por pouco mais que o valor de um. Se voc&ecirc; est&aacute; vendendo, mais vale vender um ingresso concorrido em conjunto com um outro sem interesse por, por exemplo, 50 do que um s&oacute; a 45 e ainda mostrar o est&aacute;dio vazio**.&nbsp;<br /><br />Al&eacute;m de toda essa estrat&eacute;gia, &eacute; fato que o dinheiro para trazer grandes jogadores e formar grandes equipes tamb&eacute;m conta. Para efeito de compara&ccedil;&atilde;o, o Paris Saint-Germain teve m&eacute;dia de p&uacute;blico de 30.000 expectadores na temporada 2010-2011. Ap&oacute;s ser comprado pela Qatar Investment Authority em 2011, seguida por contrata&ccedil;&otilde;es de peso, esta m&eacute;dia subiu e chegou a 43 mil na atual temporada, num est&aacute;dio de capacidade para 47 mil pessoas.<br /><br /><strong style="">CAMBISTAS, UM MAL UNIVERSAL!</strong><br /><br />Uma curiosidade por aqui foi saber da exist&ecirc;ncia de cambistas. Imaginava que tantas facilidades iriam desencorajar suas atitudes. Por outro lado, o fato de o est&aacute;dio estar sempre com capacidade m&aacute;xima pode ser considerada uma motiva&ccedil;&atilde;o para esta pr&aacute;tica. Vi poucos cambistas no Parc des Princes provavelmente por ser um jogo sem muito apelo. Por&eacute;m no Fran&ccedil;a x Alemanha haviam v&aacute;rios na sa&iacute;da do trem. N&atilde;o cheguei a ver o pre&ccedil;o praticado pelos cambistas na ocasi&atilde;o.<br /><br />Mas o que me causou mais choque foram as vendas de ingressos para o jogo das quartas da Champions League entre PSG x Barcelona. As vendas come&ccedil;aram &agrave;s 10h de uma segunda e por volta de 13h j&aacute; haviam acabado. Dizem as bocas que mais da metade da fila no Parc des Princes ficou sem ingresso e n&atilde;o houve venda pela internet. Minto! As vendas pela internet ainda est&atilde;o rolando, por parte dos cambistas. Os pre&ccedil;os para o ingresso quando procurei variavam entre 350 e 850 euros no eBay e no LeBonCoin. Algumas promo&ccedil;&otilde;es ofereciam um pacote com 4 ingressos entre 2500 a 4 mil euros. Se algu&eacute;m quiser ir na tribuna junto com os presidentes consegue um bilhete pela bagatela de 8.000 euros. Muitos dos vendedores se diziam funcion&aacute;rios do clube que tiveram acesso aos ingressos. N&atilde;o posso comparar a margem de lucro dos cambistas desta partida, pois n&atilde;o foi poss&iacute;vel sequer saber o pre&ccedil;o do ingresso, mas tentarei verificar a varia&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os amanh&atilde; no jogo das eliminat&oacute;rias.<br /></div>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.thiagomotta.net/uploads/7/0/5/2/7052840/1976885_orig.jpg" alt="Photo" style="width:100%;max-width:1008px" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph" style="text-align:left;"><br /><strong style="">E O BOTAFOGO COM ISSO?</strong><br /><br />Enfim, fica restando a rela&ccedil;&atilde;o do Botafogo com essa hist&oacute;ria. Acredito que vale a pena o clube e as federa&ccedil;&otilde;es repensarem o pre&ccedil;o dos ingressos se querem realmente encher est&aacute;dios. Apesar da queda no ranking das cidades mais caras do mundo, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil viver no Rio de Janeiro, e se voc&ecirc; morar em cidades sat&eacute;lites onde o custo de vida sobe menos assustadoramente, fatalmente ter&aacute; problemas de transporte e de tr&acirc;nsito o que, ao menos at&eacute; ent&atilde;o, parece um problema diminuto em Paris e proximidades.&nbsp;<br /><br />Outro ponto interessante que poderia ser revisto &eacute; que, apesar de os pre&ccedil;os dos ingressos no Engenh&atilde;o serem fixos como aqui, acredito que valha a pena realizar venda de pacotes promocionais em jogos contra times de menor express&atilde;o, estimulando os torcedores a comparecerem em maior n&uacute;mero independente da import&acirc;ncia da partida. Por&eacute;m tr&ecirc;s problemas me parecem impedir esta pr&aacute;tica a curto prazo: (i) no Brasil as vendas acontecem meia semana antes da partida, (ii) o hor&aacute;rio das partidas de meio de semana &eacute; simplesmente impratic&aacute;vel e (iii), que na verdade n&atilde;o chega a ser bem um problema visto que este desrespeito j&aacute; &eacute; cometido h&aacute; anos pelo clube: este tipo de venda n&atilde;o deveria diminuir ainda mais as vantagens(?) do s&oacute;cio-torcedor.<br /><br />____________________________________&nbsp;<br />* Apesar de Paris ser a 8&ordf; cidade mais cara do mundo em 2013 e o Rio de Janeiro tenha ca&iacute;do para a 61&ordf; posi&ccedil;&atilde;o, alguns artigos explicam este fen&ocirc;meno pela desvaloriza&ccedil;&atilde;o do Real. Eu tendo a concordar com esta vis&atilde;o pelo simples fato de que tem sido muito mais f&aacute;cil viver em Paris com um sal&aacute;rio m&iacute;nimo do que em Duque de Caxias com quatro, n&atilde;o imagino o quanto doeria o bolso uma volta para o Rio. N&atilde;o tenho informa&ccedil;&atilde;o do valor do Real entre 2010 e 2011, mas as pesquisas mostram que neste per&iacute;odo o Rio pulou de 29&ordm; para 12&ordm; no ranking enquanto Paris caiu da 17&ordf; para a 27&ordf; posi&ccedil;&atilde;o.<br /><br />** Hoje no almo&ccedil;o, dois colegas comentaram que o ingresso para amanh&atilde; custava de 60 euros, fiz um &oacute;timo neg&oacute;cio mesmo sem assistir Fran&ccedil;a x Ge&oacute;rgia.</div>]]></content:encoded></item></channel></rss>